Case de Sucesso: Como uma Empresa do Ramo de Papéis Transformou seu Programa 6S em um Sistema Sustentável de Gestão

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Muitas empresas investem tempo e recursos na implementação de programa 6S (5S + Segurança) acreditando que isso, por si só, garantirá ambientes organizados, seguros e produtivos. No entanto, a experiência mostra que o verdadeiro desafio não está na implantação inicial, mas na capacidade de sustentar os padrões ao longo do tempo.

Foi exatamente esse cenário que motivou uma empresa do ramo de papéis a buscar o apoio da Nortegubisian.

Embora a empresa já possuísse um programa 6S (5S + Segurança) formalmente implementado em suas operações, a liderança identificava oportunidades importantes de evolução. Os padrões de organização, limpeza e padronização variavam entre áreas, havia desvios recorrentes, dificuldades na sustentação dos resultados e uma percepção de que o programa não estava entregando todo o potencial esperado.

O desafio não era criar um programa do zero e sim transformar um programa existente em uma ferramenta efetiva de gestão operacional, capaz de gerar disciplina, segurança, produtividade e melhoria contínua.

O que é o Programa 6S e por que ele continua sendo tão importante?

O 6S é uma evolução do tradicional Programa 5S, metodologia criada no Japão e amplamente utilizada em iniciativas de Lean Manufacturing.

Seu objetivo é criar ambientes organizados, eficientes e visualmente controlados por meio dos seguintes sensos:

programa 6s
  • Seiri (Utilização): separar o necessário do desnecessário, eliminando excessos e desperdícios.
  • Seiton (Ordenação): organizar os itens para que sejam facilmente encontrados e utilizados.
  • Seiso (Limpeza): manter o ambiente limpo e identificar rapidamente anomalias e problemas.
  • Seiketsu (Padronização): criar padrões para garantir a manutenção da organização e limpeza.
  • Shitsuke (Disciplina): desenvolver o hábito de seguir os padrões estabelecidos continuamente.
  • Segurança (6º S): promover um ambiente de trabalho seguro, reduzindo riscos e prevenindo acidentes.

Quando bem implementado, o programa contribui para a redução de desperdícios, aumento da produtividade, melhoria da segurança operacional e fortalecimento da cultura de melhoria contínua.

Porém, muitas organizações enfrentam um problema comum: após os esforços iniciais de implantação, os padrões começam a se deteriorar gradualmente. Sem mecanismos robustos de sustentação, auditorias eficazes e gestão visual adequada, o programa perde força e passa a ser percebido apenas como uma atividade de limpeza e organização. Nosso cliente decidiu enfrentar esse desafio de forma estruturada.

O desafio encontrado na empresa do ramo de papéis 

O trabalho teve início com um diagnóstico detalhado da situação atual. O objetivo era compreender não apenas os sintomas observados pela liderança, mas também identificar as causas que dificultavam a sustentação dos padrões estabelecidos.

A análise revelou oportunidades importantes de melhoria:

  • Diferenças significativas entre áreas da fábrica;
  • Baixa padronização visual;
  • Acúmulo de sujeira em pontos críticos;
  • Falta de locais definidos para determinados materiais;
  • Desorganização de mangueiras, ferramentas e insumos;
  • Critérios subjetivos para avaliação das condições das áreas;
  • Processo de auditoria excessivamente manual;
  • Oportunidades relacionadas à gestão de riscos e segurança.

Embora o programa existisse formalmente, ficava evidente a necessidade de fortalecer sua aplicação prática e criar mecanismos que garantissem a manutenção dos resultados.

A partir desse diagnóstico, foi definida uma área piloto estratégica para condução do projeto.

A escolha da área piloto: gerando impacto rápido e aprendizado organizacional

Em projetos de transformação operacional, a escolha da área piloto é uma decisão crítica.

Mais do que obter resultados localizados, o objetivo é criar um modelo capaz de servir como referência para toda a organização.

A área escolhida pela empresa apresentava histórico de dificuldades relacionadas à organização e limpeza, tornando-se um ambiente ideal para demonstrar o potencial da metodologia.

Além de maximizar o impacto visual da transformação, essa estratégia permitiu gerar aprendizado prático para as equipes envolvidas e construir um modelo replicável para futuras expansões.

O Dia D: acelerando a transformação física do ambiente

Um dos marcos mais importantes do projeto foi a realização do Dia D.

Muito utilizado em iniciativas Lean, o Dia D consiste em uma mobilização intensiva focada na transformação rápida do ambiente de trabalho.

Mais do que uma ação de limpeza, trata-se de uma oportunidade para aplicar os conceitos do 6S de forma prática, envolvendo diretamente as equipes na construção do novo padrão.

Durante a execução foram realizadas atividades como:

  • Limpeza profunda de equipamentos, pisos e estruturas;
  • Remoção de sujeiras acumuladas e pontos de difícil acesso;
  • Eliminação de materiais desnecessários;
  • Organização completa dos espaços;
  • Definição de locais padrão para materiais e ferramentas;
  • Revisão de proteções inadequadas;
  • Aplicação prática dos sensos de Utilização e Ordenação.

Os resultados foram imediatamente perceptíveis.

Corredores foram liberados para circulação, equipamentos passaram a apresentar melhores condições visuais, materiais receberam locais definidos e a poluição visual foi significativamente reduzida.

Além da melhoria física, o Dia D gerou um importante efeito cultural: as equipes passaram a enxergar concretamente o que significa um ambiente organizado e controlado.

Gestão à Vista: transformando boas práticas em padrões claros

Um dos principais motivos pelos quais programas 5S e 6S perdem força é a ausência de padrões visuais claros.

Quando cada colaborador possui uma interpretação diferente do que é considerado adequado, torna-se impossível garantir consistência entre áreas e turnos.

Por isso, uma etapa fundamental do projeto foi a construção de um sistema robusto de Gestão à Vista.

Foram definidos layouts padronizados, delimitações de áreas, critérios objetivos para auditoria e regras visuais de fácil entendimento.

Cada espaço passou a possuir parâmetros claros relacionados a:

  • Organização dos materiais;
  • Condições de limpeza;
  • Identificação de equipamentos;
  • Liberação de corredores;
  • Armazenamento correto de insumos;
  • Conservação dos ativos.

A gestão visual permitiu transformar expectativas subjetivas em padrões objetivos, reduzindo dúvidas e facilitando o acompanhamento diário.

Sustentação dos resultados: o verdadeiro diferencial do projeto

Conseguir organizar uma área é relativamente simples, o verdadeiro desafio consiste em mantê-la organizada meses depois.

Por isso, a Nortegubisian dedicou uma etapa específica do projeto à construção de mecanismos de sustentação.

Foram implementadas rotinas estruturadas de acompanhamento, incluindo:

  • Checklists periódicos de limpeza;
  • Cartões de atividades (Cartões T);
  • Definição clara de responsabilidades;
  • Gestão visual das tarefas
Case de Sucesso: Como uma Empresa do Ramo de Papéis Especiais Transformou seu Programa 6S em um Sistema Sustentável de Gestão: cartão t

Esses elementos permitiram incorporar o programa à rotina operacional, reduzindo a dependência de ações pontuais ou iniciativas isoladas.

O resultado foi a criação de um sistema capaz de sustentar os ganhos obtidos durante a transformação inicial.

Digitalização da auditoria 6S: mais agilidade e confiabilidade

Outro ponto de destaque do projeto foi a modernização do processo de auditoria. Anteriormente, as avaliações eram realizadas em papel e posteriormente transferidas para planilhas eletrônicas.

Além do elevado tempo consumido, esse modelo criava riscos de erros de transcrição, retrabalho e atraso na análise das informações. Com apoio da Nortegubisian, a empresa implementou um processo totalmente digital.

As auditorias passaram a ser realizadas diretamente por dispositivos móveis, permitindo:

  • Coleta digital das evidências;
  • Registro padronizado das avaliações;
  • Consolidação automática das informações;
  • Disponibilização de indicadores em tempo real;
  • Maior rastreabilidade dos resultados.

O impacto foi significativo. A empresa alcançou uma redução aproximada de 40% no tempo dedicado ao processo de auditoria, além de aumentar a confiabilidade dos dados e acelerar a tomada de decisão.

Segurança integrada ao programa: fortalecendo o 6º S

Em ambientes industriais, organização e segurança são elementos inseparáveis. Ambientes desorganizados tendem a aumentar a exposição a riscos, dificultar inspeções e criar condições propícias para incidentes. Por isso, o fortalecimento do 6º S foi tratado como um componente estratégico do projeto.

Foram implementadas práticas como:

  • Estruturação de matriz de riscos;
  • Classificação de ocorrências por gravidade e probabilidade;
  • Identificação sistemática de riscos recorrentes;
  • Integração dos critérios de segurança às auditorias 6S.

Com isso, a organização passou a utilizar o programa não apenas como uma ferramenta de organização, mas também como um mecanismo ativo de prevenção de riscos operacionais.

Resultados alcançados

Os ganhos obtidos foram muito além da melhoria estética dos ambientes.

Entre os principais resultados observados destacam-se:

  • Elevação significativa do nível de maturidade do programa 6S;
  • Redução de desvios operacionais;
  • Melhoria da segurança nas áreas avaliadas;
  • Aumento da produtividade das equipes;
  • Maior aderência aos padrões definidos;
  • Fortalecimento da cultura de disciplina operacional;
  • Padronização visual replicável para outras áreas;
  • Maior engajamento dos colaboradores;
  • Redução de aproximadamente 40% no tempo gasto com auditorias.

Um aspecto especialmente importante foi a evolução consistente das notas de auditoria ao longo do tempo.

evolução das notas

Esse comportamento demonstrou que os resultados não ficaram restritos ao período de implantação, mas passaram a fazer parte da rotina operacional da empresa.

Conclusão: a diferença entre implantar e sustentar um programa 6S

O projeto realizado em uma empresa do ramo de papéis reforça uma lição importante para qualquer organização industrial. A existência de um programa 6S (5S + Segurança) não garante, por si só, ambientes organizados, seguros e produtivos.

A verdadeira transformação acontece quando o programa deixa de ser uma iniciativa isolada e passa a funcionar como um sistema integrado de gestão.

Ao combinar execução prática, padronização visual, gestão da rotina, digitalização das auditorias e fortalecimento da segurança, a empresa conseguiu elevar significativamente o nível de maturidade de seu programa 6S.

O resultado foi a criação de um modelo robusto, sustentável e escalável, preparado para apoiar a excelência operacional em toda a organização.

Empresas que desejam extrair todo o potencial do 5S ou 6S precisam olhar além da organização inicial. O foco deve estar na construção de processos capazes de sustentar os padrões diariamente e transformar a melhoria contínua em parte da cultura organizacional.

Se quiser apoio para ter um sistema sustentável de gestão na sua organização fale com a nossa equipe.

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